sexta-feira, 3 de abril de 2015

RANCHARIA E OS TROPEIROS

Na época onde crianças brincavam pelas ruas da cidade, onde a brincadeira era uma ferramenta pedagógica  na formação cidadã da criançada pobre. Pique salve e futebol de rua eram obrigatórios e depois  sentavam na esquina da rua Amazonas com a rua Afonso Pena (Rua de Cima), hoje rua Elza Mourão para  contar causos sobre a nossa cultura. O bicho de Pedra Azul, a mula sem cabeça, aguçava a criatividade e só terminava quando uma voz de mulher gritava, "VEM DORMIR MENINO". Antes de atender o pedido das mães, já planejavam as brincadeiras para o dia seguinte, e uma delas era visitar os tropeiros que tinha chegado do outro lado do rio e estavam na rancharia, tinha que acordar bem cedo, para comer feijoada e tomar leite de cabra do curral que ficava do lado da rancharia.
  O gado ficava no curral que chamava CHIRINGA e tinha um corredor que afunilava para  levar até rio. Na água canoeiros conduzia os animais até o outro lado do rio. Era uma festa, Boi correndo pela rua, tropeiros com seus laços e montados em burros grandes e fortes. Mães gritavam com os filhos e fechando as portas. Alguns bois morriam afogado e tudo era motivo para brincar.
                                Reconstituição da chiringa, hoje não existe.


    A RANCHARIA, abrigo do tropeiro que transportava a riqueza da região, hoje, próxima a      tão sonhada “segunda ponte de Jequitinhonha”, está em ruínas. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A recuperação da vegetação nativa é necessário , o espaço criado também pode ser uma sala de aula ambiental, lazer e educação são ferramentas eficientes na formação cidadã.

O espaço criado para a prática esportiva  as margens do Rio Jequitinhonha está causando como sempre uma avalanche de opiniões, parte delas e muito poucas em defesa do rio e da sua mata ciliar, outras puramente em defesa do imediatismos  e  a outra parte da campanha política antecipada.
  Quem defende  o rio, também quer  de volta a sua  vegetação com suas diversas plantas nativas  como a  mamoneira, capim bengo, o fedegos, anil e tantas outras.

   Jequitinhonha assim como  em tantas outras  cidade  da  região, faltam políticas públicas  eficientes voltadas  para a formação saudável dos  nossos jovens. O espaço possibilita democratizar a prática  esportiva e outras atividades.
    A prática  esportiva democratiza os espaço e  possibilita a socialização dos jovens e de toda comunidade. O esporte praticado em espaços públicos, desenvolve o senso de cidadania, a sensibilidade ambiental e política. 
   A droga  é uma das mais perversas  epidemias social. Não é mais possível fechar os olhos para o problema. O espaço criado para a prática esportiva não resolve o problema, mas já é uma pequena ferramenta  que  sabendo usa-la, vai amenizar e construir propostas mais eficientes para formação cidadã dos nossos jovens.



O debate político com suas cobranças,sejam elas quais forem, engrandece  e trás esperança para o futuro da nossa sociedade. 

sábado, 31 de janeiro de 2015

QUILOMBOLA MUMBUCA

A história do território da comunidade de Mumbuca se inicia com a compra da terra por um negro – em meados do século XIX – de nome José Cláudio Bispo de Souza, junto com sua família, cumprindo todas as exigências de pagamentos de impostos para sua regularização. Desde então, os descendentes de José Cláudio mantêm-se como uma coletividade camponesa. Hoje em dia contam com 88 famílias – já cadastradas pelo INCRA. 
Ao longo de um século e meio, a luta pela preservação do modo de vida camponês tem sido tensa e complicada, evidenciando uma imensa dificuldade de manutenção dos limites originais do seu território, além do preconceito oriundo da diferença étnica entre eles e parte da população regional. Atualmente, mais de 24 fazendas de não-mumbuqueiros estão estabelecidas dentro do  território quilombola, o que equivale a 80% do território original.   (http://racismoambiental.net.br/)
MG - Dilema entre reserva ambiental e quilombo
Uma situação inusitada em Minas Gerais gerou uma batalha judicial entre órgãos federais no estado.
A criação da Reserva Biológica (Rebio) da Mata Escura, na região do baixo Jequitinhonha, vem tirando o sono dos moradores do Quilombo Mumbuca.
De um lado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) defende a demarcação e permanência da comunidade no local. Do outro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) luta pela implantação da área de preservação. A reserva abrange toda a extensão do quilombo.
A grande questão gira em torno do tipo de reserva em que pode se transformar a região. Nas reservas biológicas (Rebio), de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), não é permitida a presença humana ou qualquer atividade que altere a vegetação natural.
O objetivo é proteger amostras da fauna e da flora em seu ambiente natural para estudos científicos, monitoramento ambiental, educação científica e manutenção dos recursos genéticos.

A criação da reserva se deve à construção da hidrelétrica de Itapebi, localizada no município de mesmo nome, na divisa da Bahia com Minas Gerais. A barragem foi construída no Rio Jequitinhonha, entre 1999 e 2003. A Rebio seria uma das maneiras de compensar o dano ambiental causado com a obra.
Quilombo Mumbuca

De acordo com estudo antropológico realizado pelo Núcleo de Estudos Quilombolas e Populações Tradicionais (NuQ), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), são mais de 80 famílias que, inicialmente, ocupavam uma área de 8.500 hectares.

A área foi comprada há cerca de 150 anos por um descendente de escravos.
O pedido de reconhecimento de comunidade quilombola pelos moradores de Mumbuca, todavia, foi feito a partir da criação da Rebio Mata Escura. Entretanto, não há titulação da terra ocupada por eles. Como não houve acordo entre ambientalistas e antropólogos, a questão foi remetida à Advocacia Geral da União (AGU), em 2007 e encaminhada à Câmara de Conciliação do órgão.
Contudo, após diversas reuniões e pareceres, a AGU chegou à conclusão que o dilema ultrapassa a esfera jurídica, "alcançando dimensão de natureza política". Por isso, o processo está sendo preparado para ser remetido à Casa Civil da Presidência da República. Não há previsão de quando a questão possa se resolver.

Possibilidades
Uma das alternativas para o impasse consta no relatório do Grupo de Trabalho criado pelo ICMBio de Minas. Além de excluir a área quilombola da reserva, poderá ser enviado projeto ao Congresso Nacional para que a área de mais de 50 mil hectares seja transformada em Parque Nacional.
O professor e pesquisador do Núcleo de Estudos em Populações Quilombolas e Tradicionais (NuQ), da Universidade Federal de Minas Gerais (MG), Carlos Eduardo Marques, que participou do estudo antropológico, fundamental para o reconhecimento de comunidade quilombola, defende que a área em questão só se tornou reserva biológica graças as ações dos quilombolas.
- Uma das questões que demonstramos no próprio relatório é que o modo de vida daquela comunidade, não urbano e não industrial, foi o que permitiu a preservação das áreas argumenta.

O Observatório Quilombola publica todas as informações que recebe, sem descartar ou privilegiar nenhuma fonte, e as reproduz na íntegra, não se responsabilizando pelo seu conteúdo.
Fonte: JB on line 


JEQUITINHONHENSES

                             O  BARQUEIRO(BALSEIRO)  BERRADOR
         
Berrador  o barqueiro,era  um  homem  forte,contador  de bons causos e amigo de todos que  por ali passavam, gostava de freqüentar  as casas dos  amigos da  Rua  de Cima,pois  assim ficava  mais  próximo do  seu  trabalho  que  na maioria  das vezes, sozinho  conduzia a balsa, de  um  lado  para  outro do  rio, com sol,chuva,dia ou em qualquer  hora  da  noite. No seu  peito direito uma marca escura  arredondada, onde a ponta do remo  era cravado para  empurrar a balsa rio  acima . Saudade  do  nosso herói.
"A praia era o universo que tangia nossos sonhos, nossas aventuras, nossa liberdade exercida em tapete de areia, em corredeiras de ..."(CLAUDIO  BENTO