sexta-feira, 3 de abril de 2015

RANCHARIA E OS TROPEIROS

Na época onde crianças brincavam pelas ruas da cidade, onde a brincadeira era uma ferramenta pedagógica  na formação cidadã da criançada pobre. Pique salve e futebol de rua eram obrigatórios e depois  sentavam na esquina da rua Amazonas com a rua Afonso Pena (Rua de Cima), hoje rua Elza Mourão para  contar causos sobre a nossa cultura. O bicho de Pedra Azul, a mula sem cabeça, aguçava a criatividade e só terminava quando uma voz de mulher gritava, "VEM DORMIR MENINO". Antes de atender o pedido das mães, já planejavam as brincadeiras para o dia seguinte, e uma delas era visitar os tropeiros que tinha chegado do outro lado do rio e estavam na rancharia, tinha que acordar bem cedo, para comer feijoada e tomar leite de cabra do curral que ficava do lado da rancharia.
  O gado ficava no curral que chamava CHIRINGA e tinha um corredor que afunilava para  levar até rio. Na água canoeiros conduzia os animais até o outro lado do rio. Era uma festa, Boi correndo pela rua, tropeiros com seus laços e montados em burros grandes e fortes. Mães gritavam com os filhos e fechando as portas. Alguns bois morriam afogado e tudo era motivo para brincar.
                                Reconstituição da chiringa, hoje não existe.


    A RANCHARIA, abrigo do tropeiro que transportava a riqueza da região, hoje, próxima a      tão sonhada “segunda ponte de Jequitinhonha”, está em ruínas. 

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